Olá brisa do mar!

Tenho um carro velho que, nos últimos anos, tem dado muitos problemas. Acho que não se adaptou bem ao clima açoriano e ultimamente “grita por ajuda” na pior altura possível: o Verão!

Há uns dias atrás tive de deixá-lo no mecânico e regressei a casa a pé. Admito que até fiquei contente porque assim aproveitei para fazer um bom exercício logo pela manhã.

O mecânico fica a cerca de 3 km da quinta e ao longo do caminho fui-me apercebendo de que esta viagem me iria trazer mais do que meia hora de exercício. Dei por mim a olhar para aquilo que estava à minha volta com outros olhos. Olhos de quem vê.

Faço este caminho tantas vezes de carro e nunca me tinha apercebido daquilo que me rodeia! Aparentemente são só casas, mas ao fazer o percurso a pé vi diferentes hortas e quintais. Vi muitas figueiras, anoneiras e laranjeiras. Vi também ma araucária gigante!

Nas grandes cidades as pessoas andam tão ocupadas na sua vida de todos os dias que não têm tempo nem mesmo de olhar para o lado, senão perdem o comboio ou chegam tarde a um encontro. No meu caso, estava tão habituada a andar depressa que às vezes era sem qualquer propósito! Andava assim porque sim. E tanta coisa me escapava, claro!

Aqui desacelerei, sem dúvida, mas apercebi-me com esta viagem que os meus olhos ainda não estão bem abertos, despertos para toda a beleza que existe à minha volta.

E tu? Já reparaste na beleza que te rodeia? Acredita, ela existe, mesmo nos sítios mais inesperados.

 

Abre os olhos!

 

Sorri e sê feliz,
Natacha

 

 

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