Olá brisa do mar!

Quando era mais pequena adorava mergulhar no mar dos Açores.As minhas férias grandes eram todas passadas aqui, basicamente 3 meses de pura felicidade! Lá ia eu tomar banho equipada com os meus óculos amarelos e o meu tubo de mergulho à procura de pedras brancas (uma raridade aqui) e outros tesouros marinhos. Estava tão focada nesta caça ao tesouro que não dava conta do que estava a acontecer à minha volta ou do tempo a passar. Era só eu e o mar.

Depois cresci e fui perdendo esse gosto de mergulhar. Não sei bem quando isso aconteceu, mas quando me dei conta já era passado. E assim decorreram muitos e longos anos, até que vim viver para os Açores. Ter vindo para aqui mudou a minha vida, como tu sabes. Com o tempo que ganhei pude finalmente sintonizar-me comigo mesma, perceber o que queria e o que não queria para a minha vida. Pensei na minha infância e naquilo que me deixava feliz. Lembrei-me das pedras brancas que coleccionava e que levava para casa da minha avó. Não havia espaço lá em casa para tantas pedras! Mas a minha avó lá sorria e guardava-as, pois o peso era tal que não as conseguia levar para Lisboa.

Hoje não são pedras brancas que apanho. Infelizmente o caizinho da minha infância desapareceu para dar lugar a uma marina. Hoje os meus tesouros passaram a ser lapas burras, carapaças de ouriços, búzios…O tempo volta a parar. Volto a ser eu e o mar.

A felicidade está nas pequenas coisas.

 

E tu? O que gostavas de fazer na tua infância?

 

 

Sorri e sê feliz,

Natacha

 

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