Olá brisa do mar!

Foi um verdadeiro prazer ter participado na 1ª Bio Feira de Agricultura Biológica com o workshop Alimentos Fermentados. Conheci pessoas incríveis e regressei a casa com um sorriso de orelha a orelha.

Mas não desanimes se não conseguiste ir no passado sábado! Ficam aqui as minhas 7 dicas caso queiras fazer alimentos fermentados em casa, nomeadamente kefir, chucrute e pickles.

 

1. Desperta os teus sentidos

Quando começas a fazer alimentos fermentados em casa abre-se um mundo novo, nomeadamente em termos de cheiro e sabor.

O azedo é o sabor dominante devido ao processo de fermentação, por isso não é de estranhar se tiveres alguma hesitação em experimentar. Afinal, estás a introduzir probióticos no teu organismo e as bactérias nocivas não estão interessadas nisso! Mas acredita que pouco tempo depois não vais querer outra coisa! O mesmo se passa em relação ao cheiro. Os alimentos fermentados têm um cheiro intenso, desencorajador ao princípio, mas é tudo uma questão de hábito e o teu organismo agradece. 

Confia no teu instinto para perceber se a fermentação correu bem.

 

2. Inclui os alimentos fermentados na tua alimentação, mas não os tornes a tua alimentação

Menos é mais, ou seja, não é por comeres grandes doses de alimentos fermentados que estás a ter mais benefícios, pelo contrário. Aliás, ao princípio é mesmo melhor começares a consumi-los aos poucos, pois podem surgir alguns efeitos secundários resultado do processo de desintoxicação, como por exemplo:

  • Dores de cabeça
  • Dores nas articulações
  • Gases
  • Inchaço

 

3. Não uses vinagre

A fermentação benéfica para o nosso organismo – com probióticos é feita com água e sal e não com vinagre.

 

4. Os probióticos não sobrevivem a altas temperaturas

Os alimentos fermentados comem-se crus, regra geral, mas se forem levados a aquecer nunca devem atingir altas temperaturas por causa dos probióticos. É também por isso que os alimentos pasteurizados acabam por ter poucos se é que alguns probióticos.

 

5. Atenção à temperatura

Quanto mais elevada estiver a temperatura, mais rápido será o processo de fermentação e o contrário também se aplica, ou seja, quanto mais baixa estiver a temperatura, mais lento será o processo de fermentação. Por exemplo, o meu kefir precisa de 2 dias para fermentar, excepto no Verão em que basta 1 dia à temperatura ambiente.

 

6. Cuidado com a quantidade de sal

Muito sal pode desacelerar o processo de fermentação e pouco sal pode acelerá-lo e provocar bolor.

 

7. Controla o tempo de fermentação

Se queres que o teu alimento fermentado tenha um sabor mais pronunciado, então deixa-o a fermentar por mais dias. Em relação aos vegetais, quanto mais tempo estiverem a fermentar menos crocantes ficarão. É uma questão de gosto!

No caso da chucrute e dos pickles faço fermentações no mínimo de 1 semana.

 

Qual é o alimento fermentado que gostarias de experimentar?

 

Nutre o teu ser,

Natacha

 

 

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